Saturday, October 17, 2009


Memories, pressed between the pages of my mind
Memories, sweetened thru the ages just like wine
Quiet thought come floating down
And settle softly to the ground
Like golden autumn leaves around my feet
I touched them and they burst apart with sweet memories,
Sweet memories
Of holding hands and red bouquets
And twilight trimmed in purple haze
And laughing eyes and simple ways
And quiet nights and gentle days with you
Memories, pressed between the pages of my mind
Memories, sweetened thru the ages just like wine,
Memories, memories, sweet memories


*
Samarony, você estará sempre nas nossas memórias e em nossos corações.

Thursday, October 08, 2009

"Eu vou te contar porque você não me conhece. E eu tenho que gritar isso, porque você está surdo e não me ouve. A sedução me escraviza a você, ao fim de tudo você permanece comigo, mas preso ao que eu criei e não à mim. E quanto mais falo sobre uma verdade inteira, um abismo maior nos separa. Você não tem um nome, eu tenho, você é um rosto na multidão e eu sou o centro das atenções. Mas a mentira da aparência do que eu sou é a mentira da aparência do que você é. Porque eu, eu não sou o meu nome e você não é ninguém. O jogo é perigoso que eu pratico aqui. Ele busca chegar ao limite possível de aproximação. Através da aceitação da distância e do reconhecimento dela. Entre mim e você existe a notícia, eu me dispo da notícia e a minha nudez parada te denuncia e espelha. Eu me relato, tu me delatas, eu vos acuso e confesso por nós.
Só assim me livro das palavras com as quais você me veste."

Sunday, September 27, 2009

SUBIDA



Quando o dia acorda atravessado, escalo uma montanha.

É meu próprio caminho em direção ao sol.

Mochila nas costas, carrego o principal não levo nem perguntas, nem respostas.

Ponho um ramo de sonhos que vou plantando pelo caminho, a flauta encantada pra seduzir passarinho, a estrela companheira que brilha o tempo inteiro e mantém a trilha iluminada;
um frasco de água benta, uma reza certeira; um arco-íris à prova de vento, um peito aberto à prova de nada.

Devagarinho, sem pressionar o tempo, chego ao meu destino.

Respiro fundo, abro os braços, canto um hino de sagração ao mundo - e agradeço - por ter descoberto de repente por onde se começa um recomeço.


*Flora Figueiredo

Wednesday, September 23, 2009

Naufraguei entre dois fôlegos

de um tempo

em que respirar-te era um bálsamo.




São instantes, as felicidades virgens.

São saudades, são queixumes,

são escolhas lançadas de um barco

que não alcançam o vento nem o sal da minha fé.



*cferreirapedro (Os ácaros do meu armário)

Tuesday, September 22, 2009

Voltas em volta dos contratos de Amor




Nos contratos que tu lavras
não vi, Amor, valimento.
Só palavras e palavras
feitas de sonho e de vento.

Primeira volta: lavrar.
Lavra o amor algum contrato?
Lavra, sim, mas como ato
de grassar, de incendiar.
Lavrar? Melhor - celebrar.
Se há bona fide e paixão
no ato da celebração,
há muito mais que palavras
nos contratos que tu lavras,
há um sol na solidão.

Volta dois: da validade.
O amor, o amar vale a pena
se a pessoa não é pequena.
Seu prazo é a sua verdade:
um dia? a eternidade?
Seja intenso, seja infindo
enquanto dure, indo e vindo.
Diz o mote em desalento:
- não vi, Amor, valimento,
mas eu vi e vale e é lindo.
Terceira volta: o objeto
desses contratos de Amor
há de ser somente o amor
seja ele aberto ou secreto.
Mas que seja o Amor, completo
em sua frágil plenitude.
Ah, Amor, que só amor mude
os contratos que apalavras.
Só palavras e palavras
amor não é, amiúde.

Que esta quarta volta abrace
a palavra. Que a não leve
o vento. Que a verdade a eleve
em seu altar e que a enlace.
O amor fica ainda que passe,
ainda que passe o vento.
Feitas de sonho e de vento?
Palavras do Amor, risonho:
que se são feitas de sonho,
não, não são feitas de vento.



*Pedro Galvão

Tuesday, September 15, 2009

"Entonces seré tuya...


... llenando mi cuerpo con tus

deseos...

Abandónate conmigo...

...y no busques nada más..."


Thursday, August 27, 2009


“Todo amor tem seu instante inaugural, seu big bang particular, que é, por definição, um começo perdido, do qual os amantes, por mais perspicazes que sejam, nunca são contemporâneos. Não há amante que não seja, na verdade, o herdeiro tardio de um instante de amor que nunca verá, capturado que ficou, e para sempre, no breu da sua aparição. Só que agora, com o discernimento frenético dos que já se sabem condenados, (…) podia voltar atrás e procurar esse sinal original, tentar identificá-lo ou dar-se ao luxo, mesmo, de escolhê-lo. Podia, por exemplo, demorar-se um instante numa imagem (…), mas depois a descartava, decepcionado, para deixar-se enfeitiçar por outra (…), até que descartava o álbum inteiro e caía de joelhos diante de um som, um único som (…)”


*Alan Pauls

Saturday, August 22, 2009


"O senhor sabia - Diadorim: que bastava ele me olhar com os olhos verdes tão em sonhos, e, por mesmo de minha vergonha, escondido de mim mesmo eu gostava do cheiro dele, do existir dele, do morno que a mão dele passava para a minha mão".


*Grande Sertão: Veredas - João Guimarães Rosa

Sunday, August 16, 2009


Pensa em mim, em tudo aquilo que ainda sou eu
use a coragem não só pra dizer adeus.

Pensa em mim, em tudo aquilo que ainda sou eu

mentiras, sonhos e perdões que a vida me deu.

Com você me sentia sozinha, com você não sabia
esperar.
Em todos procurava o futuro que nenhum poderia me
dar.

Mas todo amor que dentro de mim pode haver,
rouba a sede,
ilumina
me usa
só pra você.



*Ana Carolina

Saturday, August 08, 2009



Al perderte yo a ti,
tú y yo hemos perdido:

yo, porque tú eras
lo que yo más amaba,

y tú, porque yo era
el que te amaba más.

Pero de nosotros dos,
tú pierdes más que yo:

porque yo podré
amar a otras
como te amaba a ti,

pero a ti nadie te amará
como te amaba yo.



*Ernesto Cardenal , Epigrama mandado por minha Sis...que me ama...e que eu amo tanto... Tks, Sweet Ana!

Saturday, August 01, 2009




Un amor le a devuelto la alegría a mi ser,
por eso yo a ti te quiero, por eso yo te querré.
Te prometo vida mia que nunca te dejare,
haces que siga viviendo y siempre yo te amaré.

Por eso te canto, te digo a la cara que me tienes loco,
que estoy enamorada, que te quiero mucho
y es inexplicable decir con palabras y un amor tan grande.

Si algun dia tu me dejas, y te alejas mas de mi,
dejare toda mi alma solo llena de sufrir.
Eres aire que respiro, eres sueño mi dormir,
tu lo eres todo, lo eres todo para mi.

Son mis sentimientos los que canto aqui, me has enamorado,
yo te quiero a ti. Que dios me maldiga si te hago daño,
si te hago sufrir, si yo a ti te engaño.
Pero te prometo que nunca mi amor habrá una persona
que te ame mas que yo.


Monday, July 20, 2009




Basta um fio de cabelo, um perfume no ar, ou um balançar de pés e pernas. Poucas coisas. Pequenas coisas. Sussurros que destroem civilizações. A cautela daquele que seduz. Um manusear de linhas e sombras. Talvez, minhas próprias linhas, minhas próprias sombras.


* Blog Lucidez Perigosa (by Gap)

Monday, July 13, 2009

Temptation & Seduction


Long ago, we each had a role to play
temptation and seduction
like a movie without a script
we improvised
because we were so young
and the nights lasted that much longer
and we were grateful for every second of darkness outside
outside in perfectly manicured gardens
the cool grass covered in a midnight dew
soaking through jeans and t-shirts
we kicked our shoes off and dashed into lakes
and laughed and breathed and sang and knew
beyond a shadow of a doubt that no one in the world had ever felt the way
we did
no one on this planet knew the secret of love, the feel of wet grass under
bare feet on late summer nights
we watched the moon and she watched us and she promised to keep our secret
bright and full
in beds of flowers bursting with color
our young bodies bare
not yet knowing what it means to be inhibited
skin like petals
soft and fragrant
the trees shuffling their branches in a private dance only we could hear
the music
lips and whispers entangled
so new and yet ancient
tasting like life itself, fresh and true and hungry
we rolled and turned with the earth spinning beneath us
air so sweet,
sweet with jealousy
as we drank our youth
those nights, now so far and always so near
not a single summer passes without a reminiscence
the trees still dance and the moon still glows
and a year of our youth is peeled off
while our hearts grow cooler
darkness no longer holds the same magic

we grow and grow a greater distance between us
though you will always remain with me,
a precious charm recalled on late summer nights
while the scent of flowers in first bloom
still brings your name to my lips

Sunday, July 12, 2009

Texto para uma separação




Olhe aqui, olhos de azeviche
Vamos acertar as contas
porque é no dia de hoje
que cê vai embora daqui...
Mas antes, por obséquio:
Quer me devolver o equilíbrio?
Quer me dizer por que cê sumiu?
Quer me devolver o sono meu doril?
Quer se tocar e botar meu marcapasso pra consertar?
Quer me deixar na minha?
Quer tirar a mão de dentro da minha calcinha?
Quer parar de torcer pro meu fim
dentro do meu próprio estádio?
quer parar de saxdoer no meu próprio rádio?
Vem cá, não vai sair assim...
Antes, quer ter a delicadeza de colar meu espelho?
Assim: agora fica de joelhos
e comece a cuspir todos os meus beijos.
Isso. Agora recolhe!
Engole a farta coreografia destas línguas
Varre com a língua esses anseios
Não haverá mais filho
pulsações e instintos animais.
Hoje eu me suicido ingerindo
sete caixas de anticoncepcionais.
Trata-se de um despejo
Dedetize essa chateação que a gente chamou de desejo.
Pronto: última revista

Leve esta bobagem
que você chamou
de amor à primeira vista.
Olhos de azeviche, vem cá:
Apague esse gosto de pescoço da minha boca!
E leve esses presentes que você me deu:
essa cara de pau, essa textura de verniz.
Tire também esse sentimento de penetração
esse modo com que você me quis
esses ensaios de idas e voltas
essa esfregação
esse bob wilson erotizado
que a gente chamou de tesão
Pronto. Olhos de azeviche, pode partir!
Estou calma. Quero ficar sozinha
eu co’a minha alma. Agora pode ir
Gente! Cadê minha alma que estava aqui?



*Elisa Lucinda

Friday, July 10, 2009



Não adiantou de nada
Pegar a estrada e vir
Pra este lugar
Você apareceu
Na noite passada
Num pouso de emergência
Sem me avisar
Cruzou o meu espaço
Invadiu meu sonho
Levou todos os planos
Pra me conquistar

O que você quer de mim
Me iludir, me acordar
E me deixar ruim
O que você quer de mim
Me iludir, me acordar
E me deixar assim

Como posso ter te perdido
Se você nunca me pertenceu
Como posso ter te esquecido
Se a gente nunca se conheceu
E mesmo assim, pensei em te ligar
Mandar notícias minhas
Mas afinal

O que você quer de mim
Me iludir, me acordar
E me deixar ruim
O que você quer de mim
Me iludir, me acordar
E me deixar assim


*Cileno