"Passeando pela vida ao lado da tranqüilidade. Espalhando sorrisos como grãos de areia. Sentindo a calmaria do mar na Alma. Derramando saudade, esperando por palavras doces. No meio de olhares despidos, olhares despretensiosos. Construindo sonhos em meio a promessas silenciosas. Amanhecendo, entardecendo e anoitecendo simplesmente. Fechar os olhos e ter aos pés margaridas e pertencer a um sentimento que permanece em um outro tempo que começa aqui agora."
Sunday, September 21, 2008
Tuesday, September 16, 2008
Estás...
estás em mim
embora não estejas aqui.
No canto
mais quente
onde guardo o amor.
Entras
e te instalas
com naturalidade
em cada cavidade
e sê também
Que estou
batendo igual
dentro de ti
no lugar
do grande prazer
e a grande dor.

estás em mim
embora não estejas aqui.
No canto
mais quente
onde guardo o amor.
Entras
e te instalas
com naturalidade
em cada cavidade
e sê também
Que estou
batendo igual
dentro de ti
no lugar
do grande prazer
e a grande dor.

Pela
ponte invisível
para os demais
navega
vela ao vento
nossa liberdade
de amarmos
contra todos
e apesar
de tempos
de distâncias
porque do mesmo modo
estás
Estás
estás em mim
embora não estejas
hoje aqui.
*Marilina Ross
ponte invisível
para os demais
navega
vela ao vento
nossa liberdade
de amarmos
contra todos
e apesar
de tempos
de distâncias
porque do mesmo modo
estás
Estás
estás em mim
embora não estejas
hoje aqui.
*Marilina Ross
Saturday, September 13, 2008
Saturday, September 06, 2008

...You came to my life
with what you were bringing,
made of light and bread and shadow I expected you,
and like this I need you,
like this I love you,
and to those who want to hear tomorrow
that which I will not tell them, let them read it here,
and let them back off today because it is early
for these arguments.
Tomorrow we will only give them
a leaf of the tree of our love, a leaf
which will fall on the earth
like if it had been made by our lips
like a kiss which falls
from our invincible heights
to show the fire and the tenderness
of a true love.
*Pablo Neruda
Friday, August 22, 2008

Ela acreditava em destino,
Mesmo que às vezes isso parecesse estranho, impossível
Acreditava e por isso costumava andar em busca dele,
E o acomodava por entre seus cabelos, sua pele bronzeada
Seus olhos de estrelas e brilho de esperança
Franzia por vezes a testa, resmungava e chorava baixinho
Quando o destino lhe mudava o caminho
Fazendo com que andasse um pouco mais que o programado,
Mas seguia adiante.. sempre seguiu
E assim, adiante sempre encontrou motivos para novos sorrisos
Ela continua a acreditar no destino
E mais uma vez
A ele se entrega.
*lualil (adaptado)
Friday, August 15, 2008

A madrugada deita sua sombra
em minha boca que cala a palavra e a pergunta.
Viscerais,
meus sonhos não tem sono,
nem minhas mãos, desejos.
Nessa hora fria
em que a terra dorme e o silêncio grita,
meus olhos se abrem onde nascem paixões,
e recito, dissonante,
a promessa que decoramos
numa noite que jamais amanheceu.
*Simone Oliveira
em minha boca que cala a palavra e a pergunta.
Viscerais,
meus sonhos não tem sono,
nem minhas mãos, desejos.
Nessa hora fria
em que a terra dorme e o silêncio grita,
meus olhos se abrem onde nascem paixões,
e recito, dissonante,
a promessa que decoramos
numa noite que jamais amanheceu.
*Simone Oliveira
Wednesday, August 13, 2008
Sunday, August 10, 2008
Saturday, August 09, 2008
Thursday, August 07, 2008

"É urgente te amar e ser amada por ti
É urgente fazermos amor
Te beijar
Te enlouquecer
Preciso te ouvir a gritar
Preciso te ouvir a gemer
Te amar sonhando devagar
sem pressa
lenta e vagarosamente te despir
dos teus medos, teus receios
tuas dúvidas
Confessar meus segredos mornos
amanhecendo teu corpo em mim
confundir tuas pernas nas minhas
Trocar abraços ávidos
Esquecer todas as culpas antigas
no beijo das nossas bocas
na palavra anulada pelo gemido de dentro
É urgente te ouvir após o orgasmo
a respiração denunciando o teu gozo
Te amar conquistando a vida
imortalizando o ar
gritando aos ventos
o nosso êxtase final
Não sacio minha fome,
pois és o meu desejo de ti, em ti, para ti"
Monday, August 04, 2008
Sunday, July 27, 2008
Friday, July 25, 2008
Sunday, July 20, 2008
Tuesday, July 15, 2008

é rouca a minha voz
na madrugada,
por entre os sobressaltos do sono
a chamar-te,
vem.
não bailo o tango
nem canto o fado,
apenas ouço blues por distração.
nunca espero
o fantasma de mim mesma
perdida de amor e falta
a visitar-me
nessa hora tardia.
voz embaraçada
no meu sonho,
assim, intangível.
porém punhal.
o embalo dos braços vazios.
e a queda sem vertigem
da tua mão inexistente
pelos meus cabelos.
da tua (ina)atenção
a velar-me carinhosamente.
quero-te,
diz muito baixo o meu desespero,
nas horas em que me descuido.
*Sílvia Chueire








