Aos que comungam do meu corpo, o prazer da minha carne, meus suspiros embevecidos, meus grunhidos, minhas unhas, meus gemidos, minhas taras, meu gozo, meu suor, um pouco de saliva e seu gosto impresso em minha língua enquanto dura a lambida. A eles, sorriso asséptico, bom dia, como vai.Ao que comunga da minha alma, tudo isso e sua tradução, todos os instantes do peito, inspiração, fagocitose, ressurreição por overdose, minha mão em fim de tarde, meu colo para deitar, poemas escritos sobre a pele, minha comida, minha cama, minha casa e tudo para lembrar. A ele, olhar guardado entre sedas e esmeraldas, silêncio que me explica.
*Ticcia












